sábado, 24 de setembro de 2011

Coiffure Jenny & Paola: dica para brasileiras

Pode parecer mas não é nada fácil, para nós brasileiras, encontrar um salão de cabeleireiro que faça uma escova ou uma manicure como estamos acostumadas. Aqui é um pouquinho diferente.
Mas acaba de inaugurar no 5ème arrondisement de Paris – quase esquina com o boulevard Saint Germain - o segundo salão de cabeleireiro Jenny&Paola. Elas foram as primeiras a trazer a expertise da escova progressiva de queratina para a França. Jenny - a mãe- e Paola - a filha – como boas sul americanas viram uma oportunidade de trazer para cá o nosso jeito de se cuidar. O sucesso foi imediato e hoje são conhecidas como especialistas da “lissage brèsilien”. No salão você também vai encontrar produtos de alta qualidade para fazer uma boa escova, uma tintura e a manicure. Aliás, a manicure também é feita da maneira que gostamos. O coiffure Jenny&Paola inaugurou em grande estilo na rive gauche. A decoração é estilo provence super chic, o ponto alto são as poltronas, isso mesmo, poltronas onde ficamos horas lavando a cabeça são massageadoras, reclináveis, relaxantes. Uma sessão de puro bem-estar. Uma boa dica para quem está passando alguns dias ou para quem já mora aqui. Anote o endereço:

4, rue de Poissy 75005 Paris



















sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Um chapéu de Panamá: para sempre

 Uma das coisas mais bacanas do verão é a oportunidade de tirar do armário o seu chapéu de Panamá. O chapéu de Panamá nunca sai de moda. Ele tem as suas variantes de modelos e preços. Tudo vai depender da qualidade da palha, do talento do tecelão e do tempo empregado para a sua confecção.  Podemos imaginar que os chapéus de Panamá vieram do Panamá mas, por incrível que pareça, o Panamá vem exclusivamente do Equador. O chapéu de Panamá é um objeto artesanal, produzido através de um ritual ancestral das tribos equatorianas, que continua o mesmo depois de sua origem em 1630. É a palha mais bonita do mundo, a mais nobre, a mais leve e também a mais resistente. Por trás de cada Panamá tem uma história, de um homem ou de uma mulher que a teceu, mas sobretudo, um “savoir-faire” exclusivo dos equatorianos. Cada Panamá é único!

Ele já era um símbolo de elegância desde o século 19 na época de Napoleão III. Dizem até que seu tio, Napoleão Bonaparte, já tinha o seu durante o exílio em Santa Helena.  Ele também se tornou marca registrada do nosso aviador mais elegante, Santos Dumont – que nasceu no Brasil e passou a maior parte de sua vida na França. Mas foi em 1881 durante a construção e a escavação do Canal do Panamá que o Presidente americano, Roosevelt, visitando o canteiro de obras, colocou um chapéu na cabeça e não tirou mais, foi o suficiente para torná-lo popular. Algumas décadas depois, na época de ouro de Hollywood, o Panamá reinava nas cabeças dos homens mais admirados do cinema como Orson Welles, Humprey Bogart e Gary Cooper.

Até hoje o chapéu de panamá não perdeu seu charme, continua um hit! Em Paris você encontra no Le Bon Marche e em algumas chapelarias como Authentic Panama, La Cerise sur le Chapeau e La Chapellerie Julias.









quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Atelier des Chefs: mais uma aula!

Ontem decidi repetir a dose com mais duas amigas cariocas no Ateliers de Chefs. Fomos almoçar e aprender mais uma receita desta vez no Atelier do BHV- Rivoli. O cardápio era filé de pato laqueado ao mel e laranja acompanhado de um wok de quinoa com brócolis. Pode parecer complicado, mas foi muito mais fácil do que se imagina. Fui com a Laurinha e a Kika. A Laurinha já é praticamente uma chef, cozinha super bem e a Kika, que nunca tinha cozinhado, adorou e preparou seu próprio filé de pato. Tudo durou uma hora, entre o preparo e o almoço. Começamos cortando as flores do brócolis, enquanto a quinoa estava indo ao fogo para cozinhar. Depois limpamos os filés de pato. Cada um com o seu - para quem não está acostumado essa é a pior parte!

Na frigideira colocamos o mel e o suco de laranja para ferver até reduzir. Quando o mel já esta com uma consistência mais encorpada desligamos o fogo. No final o segredo é uma pitadinha de pimenta. O sal foi colocado no filé de pato. Em outra frigideira colocamos o pato para dar aquela dourada por fora. Sem nada, ele vai dourar na própria gordura. Quando ficou dourado foi para o forno durante 10 minutos lambuzado de mel. Enquanto isso, preparamos a quinoa. Depois de ferver e verificar o ponto, escorremos. O brócolis é passado na frigideira com azeite e um pouco de água para cozinhar ali mesmo – quase nada. Depois misturamos tudo na frigideira:quinoa+brócolis. Quando o filé de pato estava pronto tiramos do forno e depois foi montar o prato. Voilà!
Detalhe: molhar bem o filé no mel e laranja. Fica mais gostoso.

Todos se sentam a volta de uma mesa alta e degustamos nossas obras-primas! Temos a opção de acompanhar a refeição com um bom vinho. A sobremesa foi uma surpresa do chef Gilbert e era um confit de morangos, figos e framboesas com queijo branco. Receita, segredo! Para finalizar um café! Bon Apetit!















Miel : 30 g
Jus d'orange : 20 cl
Sel fin : 4 Pincée(s)
Moulin à poivre : 4 Tour(s)
Pour la garniture
Quinoa blond : 600 g
Brocoli(s) : 1 pc
Gros sel : 7 g
Huile d'olive : 2 cl
Moulin à poivre : 6 Tour(s)
Sel fin : 6 Pincée(s)


Pour le filet de canette
Préchauffer le four à 200 °C.

Parer et dénerver les filets de canette, puis saler le côté gras.
 
Déposer les filets dans une poêle tiède et les colorer à feu vif. Retourner ensuite les filets et les cuire côté chair pendant 3 min, puis les débarrasser sur une plaque allant au four.
Retirer l'excédent de matière grasse de la poêle, puis ajouter le miel et le caraméliser légèrement. Verser ensuite le jus d'orange et laisser réduire jusqu'à obtenir une consistance sirupeuse. A l'aide d'un pinceau de cuisine, napper les filets de canette de ce mélange, poivrer.

Pour la garniture
Rincer correctement le quinoa pour enlever l'amertume, puis le plonger dans un grand volume d'eau bouillante salée et le cuire pendant 10 min environ. Au terme de la cuisson, l'égoutter et le réserver au chaud.

Laver le brocoli et récupérer les sommités.
Dans un wok, verser un filet d'huile d'olive et mettre le brocoli avec un peu d'eau et de sel. Couvrir et cuire pendant 5 min. Lorsque l'eau s'est complétement évaporée, ajouter le quinoa puis mélanger le tout et rectifier l'assaisonnement.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Chez René: o francês typique

O Chez René é um restaurante tipicamente « rive gauche », praticamente uma instituição do quartier do 5ème arrondisement de Paris. Uma grande descoberta! Se trata de um restaurante que serve uma excelente cozinha típica de bistrot parisiense – aquela cozinha bem servida e saborosa. Essa casa criada nos anos 50 pela família Cinquin e se transformou em um clássico. Os habitues – o ex-presidente Mitterand era um deles - não deixam a casa vazia nenhuma noite sequer. Nos dias ensolarados a varanda é o lugar mais disputado na hora do almoço. Você vai encontrar lá pessoas chics e cheias de allure francês, a decoração manteve os ares dos anos 50 e o serviço super gentil. Uma boa dica para quem quer entrar no clima de uma cuisine typique. Pedimos como entrada uma gratin de blettes – um gratinado de espinafre, salada com chèvre chaud, um tartare de salmão, o popular entrecôte com fritas, o famoso boeuf bourguignon e, para quem gosta língua com uma massa. Mas a sobremesa, foi algo de super especial, a melhor mousse de chocolate que já comi. Tudo de bom!

Chez René 14, boulevard Saint-Germain 75005  tel. 01 43 54 30 23