sexta-feira, 3 de maio de 2013

Palais Garnier, o Ópera de Paris


Sem dúvida nenhuma o Palais Garnier é um ponto turístico obrigatório de Paris. Ali se respira arte, história e curiosidades de um estilo de vida. Sua construção foi ordenada por Napoleão III, em 1860, que queria uma nova sala de ópera em Paris, o Barão Haussmann responsável reforma urbanística da cidade na época organizou um concurso para o projeto e o vencedor foi um jovem desconhecido, Charles Garnier. As obras duraram 15 anos e foram interrompidas e retomadas várias vezes. Mas finalmente em 15 de janeiro de 1875 0 Palácio Garnier foi inaugurado.

Absolutamente tudo tanto na fachada, considerada uma obra-prima da arquitetura da época, quanto o seu interior foram pensados por Garnier. Cada detalhe, cada escultura, cada espelho. A grande escadaria que que leva ao hall e aos diferentes andares da sala de espetáculos é um dos lugares mais famosos do Palácio Garnier. Mármores, esculturas e candelabros de bronze testemunharam uma época de riqueza por onde passaram célebres personagens da nossa história.  

Os mais abonados tinham uma entrada especial por onde suas carruagens entravam e deixavam as senhoras em uma entrada com muitos espelhos para o retoque final. Na época o local também servia como pretexto para ver e ser visto. Os espetáculos eram apresentados com a luz acessa e os assentos confeccionados em veludo vermelho para que o tom rosado a pele fosse ressaltado. Mas o falatório era tanto que se instituiu que as luzes seriam apagadas no início de cada espetáculo para a atenção ser voltada para os artistas. O lustre da sala de espetáculos pesa 8 toneladas e contrasta com as cores da pintura de Marc Chagall no teto.

Entre um ato e outro todos iam passear no grande hall, um espetáculo à parte! Muitos lustres de cristais, pinturas, jogos de espelhos, o teto pintado por Paul Baudry representa temas da história da música. Ele foi concebido por Garnier no estilo das galerias dos castelos da idade clássica. Magnífico!

A instituição Ópera de Paris foi criada por Luis XIV em 1669. E junto com os espetáculos e artistas foi criado o Ballet de l'Opéra que hoje é considerado uma das melhores companhias do mundo. E quase todos os bailarinos foram formados na Escola de Dança de l'Opéra, que esse ano comemora o seu tri centenário (300 anos!) A mais antiga escola de dança do mundo ocidental e também berço da dança clássica acadêmica. A orquestra do Ópera assume quase a totalidade das produções quase 280 representações por temporada.
Agora escolha e reserve o seu lugar, é imperdível!


Palais Garnier. 8 Rue Scribe  75009 Paris 08 92 89 90 90





















sexta-feira, 26 de abril de 2013

Popelini: uma loja de “choux”


Popelini é uma pâtisserie inteiramente dedicada ao choux à la crème. Todo dia eles são feitos artesanalmente na cozinha de cada loja. Ela caiu no gosto dos “antenados “ porque é simples, cool e está localizado num dos lugares mais “moderninhos de Paris, o alto Marais – ou melhor haut Marais. A loja é super discreta e não tem nada demais. Quer coisa mais cool do que isso?!

Chocolate, rose framboise, baunilha, limão, maracujá, caramelo com manteiga salgada – o famoso ‘caramel au beurre salé’ são os campeões de venda e ainda tem o chou do dia. A cada dia um sabor especial e diferente. Um chou custa 1,85 euros mas você pode optar por uma caixa de 6 a 11 euros, caixa de 12 a 21 euros, caixa de 18 a 31 euros e o chou do dia por 2.80 euros.

Como a gente sempre aprende um pouco a cada dia, acabei descobrindo que a massa do doce que chamamos de ‘chou, é a mesma massa do éclair, a nossa bomba (como escrevi há 2 semanas atrás) e do profiteroles só muda o recheio e o formato.  Isso porque em 1540 um patissier italiano chamado Popelini inventou um bolinho a partir de uma massa assada no forno que chamavam de “pâte à chaud” ( massa ao calor ou quente) e pouco a pouco o “chaud” (cho) virou “chou”(chu) ou “choux” no plural. Como diria o ditado popular “quem conta um conto aumenta um ponto”. E como tudo na vida.....estamos em constante transformações e reinterpretações, divirta-se!


Popelini. 29, rue Debelleyme 75003 Paris tel. 01 44 61 31 44









sexta-feira, 19 de abril de 2013

L’avant Comptoir: o boteco francês


Não procure por mesas e muito menos por cadeiras, no L’Avant Comptoir a gente escolhe, pede e come em pé! O lugar é uma inspiração aproximada do que conhecemos como botequim, é um anexo do restaurant Le Comptoir, de Yves Camdeborde - na realidade um corredor  e saída lateral por onde o pessoal da cozinha passa. O chef transformou esse micro espaço em um balcão cheio de charme onde podemos degustar aperitivos à base de bons produtos gourmands como croquetes de presunto de parma, presunto e salsichões, caldo de pimenta "langues d'oiseau" com lagostin, alcachofras, mini croque monsieur e por aí vai. Da rua, através da janela, podemos escolher os ingredientes da nossa crepe à emporter – ou seja – ‘para levar’. 

Mas por favor, não chame essas comidinhas de tapas, elas são verdadeiros “hors d’oeuvres” franceses, segundo Camdeborde. A idéia de criar esse espaço foi mostrar aos franceses como poder ser bom beliscar alguma coisa e beber uma taça de vinho no balcão. Mas acima de tudo criar um clima amistoso e descontraído, como ficar ao lado des desconhecidos, participar da conversa alheia, fazer novos amigos, enfim, se divertir um pouco sem a obrigação de esperar uma mesa para apenas para bebericar e beliscar. Coisa, que nós brasileiros, já estamos mais do que acostumados e é quase uma mania popular.

Os “hors d’oeuvres” franceses mudam sempre e as porções são mínimas! Os preços variam de 3 a 5 euros cada. Nada que se compare aos nossos risoles, empadinhas, croquetes, coxinhas de galinha, bolinhas de queijo! Ai que saudades! No quesito boteco, fazemos muito melhor!!!


L'Avant-Comptoir.3, Carrefour de l'Odéon 75006 Paris tel.01 44 27 07 97















sexta-feira, 12 de abril de 2013

Neobento: le “bento” français


Aqui os ‘bentos’ estão na moda porque são saudáveis, práticos e econômicos. Bento em japonês significa porção única  ou refeição individual, super comum na culinária japonesa. O tradicional bento tem arroz, peixe ou carne com alguns vegetais cozidos. São pequenas porções equilibradas que vem em uma embalagem como uma caixa quadrada. No Brasil, provavelmente seria mais conhecido como uma quentinha que podemos comprar ou trazer de casa no nosso inseparável Tupperware.

Os ‘bentos’vieram bem a calhar com a filosofia da Fell Good cuisine, que você come com variedade, com sabor sem ganhar peso. A “bentoterapia” vem ganhando adeptos, o verão já deveria estar chegando por aqui mas ainda é hora de entrar em forma. Localizado bem no coração do haut marais, o lugar mais descolado  e de onde saem todas as tendências ‘branchés’ e modernas, o NeoBento trouxe a tradição japonesa com um ar moderno e ao mesmo tempo super simples. Por 12 euros você escolhe as 6 porções do seu bento  ainda tem direito ao chá gelado da casa. Tudo foi pensado para ser equilibrado e saudável e é preparado ali mesmo. Entre as porções você tem as carnes e peixes (a força), legumes (a vitalidade), acompanhamentos ( energia) e o prazer, aliás a sobremesa.

A criatividade faz toda a diferença. No menu estão almôndegas japonesas, frango com curry, risoto de quinoa, mini peixe grelhado, batata doce com leite de côco, berinjela grelhada no mel, camarão grelhado com gengibre.....a mistura você decide.

Neobento. 5 rue des Filles du Calvaire 75003 Paris tel. 09 83 87 81 86

www.neobento.com