domingo, 23 de dezembro de 2012

Noël chez Le Bon Marche

Esse ano o Le Bon Marché aproveitou a reforma que fez e caprichou na decoração de Natal. Devo admitir que o inverno combina muito mais com essa data do que o verão.
O “magasin” se vestiu com roupas de festa e espalhou pássaros e gaiolas dourados para dar um toque chique e diferente às suas compras de fim de ano. A cenografia é predominante de pretos intensos e iluminados por detalhes dourados que nos dão uma impressão de um passear por um conto de fadas. Ideal para nos dar mais inspirações de presentes.  Inspiração que podemos achar na Galerie Imaginaire, onde existe uma seleção de presentes insólitos e super exclusivos divididos por temas como high tech, design de interiores, made in France e PhotoGENIE. A única coisa que esses objetos têm em comum é o amor ao belo e ao senso de descoberta.
A árvore de natal e os seus infinitos enfeites também nos dão a possibilidade de colocar a criatividade para funcionar e para criar algo diferente sempre. Sem contar a vontade de renovar toda a decoração de casa e seus “muitos utensílios”. Aproveite tudo isso até dia 31 de dezembro!

Bon Marché Rive Gauche. 24, rue de Sèvres  Paris 7ème. 
























sábado, 22 de dezembro de 2012

L’Ardoise: Bistrot Parisien de gastronomie française


Bom, já que o mundo não acabou, vamos nos entregar aos pequenos prazeres da vida e aproveitar essa nova fase do planeta que começou depois do dia 21 de dezembro (assim dizem...). Se for para melhor eu topo! Já que estamos em Paris, nada melhor do que um tradicional bistrô “parisien de gastronomie française”com o décor moderno. Onde as mesas estão tão juntas uma das outras que podemos ouvir e até participar da conversa do vizinho. Há quem goste e há quem deteste, mas estamos em Paris, então é preciso maximizar o espaço e se divertir com isso. O chefe Pierre Jay conseguiu que esquecêssemos esse detalhe de espaço. Assim que os pratos começam a ser servidos não damos atenção para mais para nada, apenas para o que estamos prestes a degustar. Humm, muito bom!

Fora a cozinha do chefe e proprietário ser maravilhosa, as meninas que servem são extremamente gentis e pacientes. Todos os pratos são saborosos e mudam constantemente para podermos voltar várias vezes e a cave também é boa. Para a primeira vez, a pedida foi o tempura de langoustine como entrada, um porquinho de leite e polenta como prato principal e um baba ao rum de sobremesa. Affff, o mundo ia acabar! Mas o menu ainda tem um ravióli de cogumelos, croquete de caranguejo, carpaccio de vieiras nas entradas e carnes, patos, risotos, peixes e carneiro nos pratos principais. Detalhe: existe a opção do menu entrada+prato+sobremesa ou queijo por 36 euros.

O L’Ardoise fica na rue Mont Thabor, uma rua discreta entre a Saint Honoré e a Rivoli, pertinho do Jardin de Tuileries e da Place Vendôme. Anote mais um restaurante que vale a pena a visita.

L'Ardoise. 28, rue du Mont Thabor 75001 Paris  01 42 96 28 18








sábado, 15 de dezembro de 2012

Expo Impressionismo e a Moda_Musée D’Orsay


Está em cartaz no Musée D’Orsay até o fim de janeiro de 2013 a exposição O Impressionismo e a Moda. O museu já vale a visita, considero um dos mais belos museus de Paris. O local era uma antiga estação de trem que foi transformada para a exposição universal de 1900. De frente para o Sena e para o Jardin des Tuileries, o museu criou uma cenografia toda especial para abrigar a exposição de como o impressionismo registrou a moda.

Nenhuma expo até agora tinha abordado a história entre o impressionismo e a moda.  A moda nos tempo dos impressionistas estava em pleno período de revolução industrial. Tudo mudava muito rápido, a modernidade chegava aos automóveis, os apartamentos mudavam de estilo e a moda se cobria de detalhes, babados e cores – um grande delírio de possibilidades – as pessoas começavam a ter um poder de compras maior e as classes sociais ficavam menos marcadas porque era a época de transições constantes de monarquia à republica, além de estar mais acessível graças aos “grands magasins” como o Bon Marche, La Samaritaine e Printemps que ofereciam cada vez mais produtos de prêt-a-porter com uma variedade enorme e ainda  tinham o papel de difundir o que estava em voga no momento e acabavam por facilitar e modernizar a moda da época.

O século dos impressionistas que amavam as mulheres foi a época da moda e a sua modernidade. A  parisiense era a ícone desse amor e se tornou uma personagem emblemática que trazia o fenômeno da moda.  Os impressionistas estavam lá para registrar, testemunhar e imortalizar os modelos, os estilos e os tecidos. 

A frase de Beaudelaire, presente na expo, diz que “a Parisiense não está na moda, ela é a moda”. Pode parecer um pouco pretensiosa, ao mesmo tempo, traduz uma atitude em relação ao mundo, ao modo de se vestir, à moda e de saber misturar tudo nos momentos certos. De Renoir a Manet, de Monet a Degas, os grandes nomes do impressionismo imortalizaram tecidos, cores e os códigos de vestimentas de uma época: robe de matin, desabiller, robe de ville, robe de bal ou robe de jardin.

O objetivo desses artistas era retratar instantâneos do dia-a-dia tanto na cidade como no campo. Como se os personagens não soubessem que estavam sendo pintados estavam à vontade em cenas cotidianas. Havia movimento em cada detalhe e a moda estava inserida nesse contexto da época e de modernidade. A percepção do tecido de uma pintura impressionista através de do jogo de luz é inacreditável! Podemos perceber se o tecido do vestido é de musseline, de seda ou um simples algodão. 

Uma viagem nos tempo para os amantes da moda e do impressionismo. A exposição também conta com uma cenografia maravilhosa que compõe os vários ambientes e temas das telas. Uma exposição imperdível que de Paris ainda vai viajar para NY e Chicago em 2013.